"Quando o milho se cala" - Tese de Doutorado em Antropologia Social
Em fevereiro de 2022, defendi minha Tese de Doutorado em Antropologia Social pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional do Rio de Janeiro / Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGAS-MN/UFRJ).
Acima, fotografia de variedades de milho, na língua mazateca "najme", em Huautla de Jiménez (Oaxaca, México). Fotografia de Anita Lino, 2018.
A banca contou com a presença de: Prof. Dr. Eduardo Batalha Viveiros de Castro (PPGAS-MN/UFRJ); Prof.ª Dr.ª Olívia Gomes da Cunha (PPGAS-MN/UFRJ); Prof.ª Dr.ª Karen Shiratori (PPGAS/USP); Prof. Dr. Carlo Bonfiglioli Ugolini (IIA / UNAM – Cidade do México, México). Também esteve presente o Dr. Alejandro Fujigaki (IIA/UNAM), e representantes da Equipe Borba do Conselho Indigenista Missionário (CIMI).
Nessa tese, o milho (Zea mays), para além de um item culinário, é um oráculo. Ele é refletido de maneira relacional, dentro dos afetos existentes entre a humanidade e essa espécie vegetal. Analiso estas relações em sua vegetalidade discursiva, isto é, em sua qualidade narrativa vegetal, no sentido de como ela se mostra discursivamente, permeando os diálogos, os ritos, os sonhos, as atividades, as escolhas, as vidas, as mortes, os seres humanos e não humanos; sua agência, sua força, sua substância nutritiva, sua vulgarização, e sua transformação ao bel-prazer do agronegócio.
De acordo com o povo mazateco, o milho vem perdendo sua voz e seu poder oracular, em função das esterilizações que vem sofrendo por conta da transgenia.
Acima, fotografia da atividade de "desgranar el maíz", em Huautla de Jiménez (Oaxaca, México). Fotografia de Anita Lino, 2016.
Confira a tese completa, acesse o seguinte link:
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